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AIELLO-TSU, Tânia M.J. (1991) - Vício e Loucura: estudo
de representações sociais de escolares sobre doença
mental através do uso do Procedimento de Desenhos-Estórias
com Tema [Addiction and Madness: a Study of Social Representations of
Students about Mental Illness through the Use of the Thematic Drawing-and-Story
Procedure]. São Paulo (SP), Boletim de Psicologia, 41
(94/95): 47-56.
RESUMO
O presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa sobre as representações
sociais da doença mental, obtidos através da aplicação
coletiva do Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema em 36
escolares. Para ambos os sexos, o tema predominante é o uso de
drogas, visto como fator etiológico básico, que resulta
da influência de más companhias e/ou de problemas familiares.
Doenças orgânicas e distúrbios familiares, além
de outros temas, também são mencionados. A autora pensa
que as representações mais freqüentes, especialmente
a figura do louco viciado, são expressões de defesas contra
ansiedades características do adolescente, de retorno a posições
infantis. Aponta a necessidade de ajuda ao adolescente e considera que
as representações mais freqüentes correspondem a
idéias negativas que podem ter conseqüências sobre
a reinserção social do paciente psiquiátrico.
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ARCARO, N. T., HERZBERG, E. e TRINCA, W. (1999) - O psicodiagnóstico
infantil no atendimento psicológico a populações
carentes [Children Psychodiagnosis in the Psychological Care of Needy
Communities]. Revista Iberoamericana de Diagnóstico y Evaluación
Psicológica. Salamanca (Espanha), 1 (1): 37-52.
RESUMO
Com
vistas ao desenvolvimento de estratégias de atendimento a populações
carentes, o presente trabalho constituiu-se na comparação
entre duas formas distintas de avaliação psicológica,
neste caso aplicadas a um menino de sete anos de idade: a tradicional
e a estruturada a partir do Procedimento de Desenhos-Estórias.
A primeira forma, mais demorada e minuciosa, envolveu a aplicação
de várias técnicas de exame psicológico e solicitou
condições específicas quanto ao local de realização
(consultório psicológico), materiais e profissionais especializados
em testes psicológicos. Já a segunda, mais concisa, envolveu
apenas uma entrevista inicial com a mãe da criança e duas
sessões para a aplicação do D-E na própria
criança. Requereu, ao contrário da primeira, somente materiais
simples e baratos, acomodações com pouca infra-estrutura,
na própria comunidade a que pertencia a família atendida
e, além disso, pôde ser conduzida, exceto pela interpretação
do material colhido, por profissional com pouca experiência no
manejo do Procedimento utilizado. Os resultados obtidos mostram que
o psicodiagnóstico baseado no Procedimento de Desenhos-Estórias
coincidiu em pontos importantes com o tradicional. Substanciaram, dessa
forma, a possibilidade do emprego eficaz desse método mais conciso
junto a populações carentes.
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AL'OSTA, Alfredo J.S. (1984) - Validação do Procedimento
de Desenhos-Estórias em pacientes psicóticos maníaco-depressivos
hospitalizados [Validation of the Drawing-and-Story Procedure in Manic-Depressive
Psychotic Inpatients]. Dissertação de Mestrado. Campinas
(SP), Instituto de Psicologia da PUCCAMP, 79 pp.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
No presente estudo, utilizou-se o Procedimento de Desenhos-Estórias
(D-E) por ser um instrumento destinado à investigação
clínica da personalidade. Tratou-se da validação
simultânea do D-E, utilizando como critério o diagnóstico
psiquiátrico. O objetivo foi testar se o D-E diferencia sujeitos
Psicóticos Maníaco-Depressivos hospitalizados de "Normais"
e, desse modo, enfatizar o uso do D-E a sujeitos adultos, visto que
anteriormente ocorreu apenas um estudo deste instrumento aplicado a
adultos, do sexo masculino.
Utilizaram-se 60 sujeitos, adultos, femininos de níveis sócio-econômico
e cultural baixos. Trinta eram Psicóticos Maníaco-Depressivos,
hospitalizados há dois meses ou mais, em três hospitais
de duas cidades do Estado do Paraná, constituindo o Grupo I.
Trinta sujeitos, pertencentes a cursos de 1º Grau para adultos
do Município de Londrina, constituíram o Grupo II. Os
Grupos I e II foram emparelhados quanto à faixa etária
e ao nível intelectual. Utilizaram-se apenas os sujeitos com
24 pontos ou mais no teste de Inteligência Não-Verbal,
INV-C, de Pierre Weil.
Os 60 protocolos do D-E foram classificados por três juízes,
psicólogos com experiência profissional, informados apenas
do sexo, idade, nível intelectual de cada sujeito e de que estes
provinham de níveis sócio-econômico e cultural baixos.
Cada juiz classificou cada um dos protocolos em cinco alternativas:
N1 ("normal" sem convicção),
N2 ("normal" com convicção),
PMD1 (Psicótico Maníaco-Depressivo
sem convicção), PMD2 (Psicótico
Maníaco-Depressivo com convicção) e NS (não
sei).
As hipóteses testadas (Ho) foram: a) os juízes não
têm essencialmente o mesmo padrão de julgamento entre si,
com referência aos protocolos do estudo, isto é, são
discordantes entre si; e b) o D-E não discrimina sujeitos "Normais"
de sujeitos Psicóticos Maníaco-Depressivos.
Houve 58 concordâncias entre os três juízes, quanto
à discriminação entre sujeitos "Normais"
e P.M.D., em 60 protocolos. Ou seja, em 96,7% dos protocolos houve pelo
menos um empate entre no mínimo dois dos três juízes,
independentemente de a classificação ser de acordo ou
de desacordo com a categoria analisada.
Os resultados obtidos para o Coeficiente de Contingência dos três
juízes e os respectivos valores de Qui-Quadrado permitiram rejeitar
a hipótese de nulidade (Ho) no nível de significância
de 0.01 em favor da hipótese alternativa; ou seja, o D-E possibilita
discriminar os sujeitos "Normais" daqueles possuidores de
diagnóstico psiquiátrico de Psicose Maníaco-Depressiva.
Os valores obtidos para C foram relativamente próximos do limite
máximo, com exceção do juiz 2; entretanto, os valores
de Ccorr, através de sua relação
com o Coeficiente de Correlação, permitem estimar uma
correlação de 0.90 para o juiz 1, 0.83 para o juiz 2 e
0.87 para o juiz 3, indicativos de correlações altas.
Para verificar a tendenciosidade das respostas NS atribuídas
pelo juiz 1, cuja freqüência foi bem discrepante em relação
aos demais juízes, em favor de uma das duas alternativas de julgamento
(N ou PMD), utilizou-se o Teste Binominal, uma vez que as freqüências
esperadas foram menores que 5. O mesmo cálculo não foi
necessário para as respostas dos juízes 2 e 3, pois apresentaram
julgamento NS apenas uma vez e, mesmo assim, empatados com o juiz 1.
O Teste Binominal aplicado para os julgamentos NS do juiz 1 não
rejeita a hipótese de nulidade de que a proporção
de julgamentos NS seria a mesma para ambos os casos (N e PMD), num nível
de significância de 0.01.
Os tratamentos estatísticos utilizados no decorrer do trabalho
demonstraram que: a) existe concordância entre os juízes
quanto aos critérios de julgamento do D-E; b) os julgamentos
do D-E são dependentes das características reais dos sujeitos,
diferenciados em "Normais" e PMD. Ou seja, ficou demonstrada
a eficácia da discriminação dos sujeitos do grupo
de "Normais" e do grupo de PMD, através de julgamentos
de D-E, nas condições especificadas neste trabalho. Ausências
de julgamentos (repostas NS) distribuíram-se aleatoriamente entre
as duas categorias de sujeitos, não demonstrando tendenciosidade
em favor de uma das categorias.
Cabe ressaltar que o presente trabalho não possibilita concluir
que o D-E discrimina a Psicose Maníaco-Depressiva dentre outros
quadros psicopatológicos, portanto estudos posteriores deveriam
ser efetuados para esse tipo de discriminação.
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AMIRALIAN,
Maria Lúcia T.M. (1997) - O Procedimento de Desenhos-Estórias
como terapia analítica breve [The Drawing-and-Story Procedure
as a Brief Analytic Psychotherapy]. São Paulo (SP), Boletim
de Psicologia, 47 (106): 41-56.
RESUMO
Os estudos realizados até o presente indicavam que o Procedimento
de Desenhos-Estórias (D-E) poderia ser um elemento valioso no
processo terapêutico, como facilitador de contato do paciente
com seus conflitos nucleares e angústias nodais, favorecendo
seu processo elaborativo. Essas considerações levaram
a propor um trabalho de verificação de suas possibilidades
terapêuticas, que viesse a diminuir a duração do
tratamento e atender às necessidades das pessoas com deficiências
e problemas especiais de saúde. A seqüência das unidades
de produção (fazer desenhos e contar estórias)
facilitaria o processo elaborativo do paciente, e conseqüentemente,
o investimento pulsional nas situações favorecedoras à
reorganização da personalidade. O atendimento de pacientes
faria surgir princípios norteadores para a caracterização
desse Procedimento como terapia breve de base analítica. A abordagem
metodológica foi o atendimento de quatro pacientes num período
de 10 a 24 sessões, sem número determinado de sessões
com o D-E, que seriam intercaladas com verbalizações terapêuticas.
Os resultados confirmaram a hipótese, isto é, todos os
casos mostraram mudanças significativas no comportamento. Verificou-se
que o D-E, quando usado em situação de crise, dá
sustentação momentânea ao paciente e cria condições
para que este reavalie sua situação de vida.
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AMIRALIAN, Maria Lúcia T.M. - (1992) - Compreendendo o cego
através do Procedimento de Desenhos-Estórias: uma abordagem
psicanalítica da influência da cegueira na organização
da personalidade [Understanding the Blind through the Drawing-and-Story
Procedure: a Psychoanalytic Approach to the Influence of Blindness on
Personality Organization]. Tese de Doutorado. São Paulo (SP),
Instituto de Psicologia da USP, 189 pp.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
Este estudo se propôs a compreender as pessoas cegas, analisando
globalmente seu funcionamento mental. Procurou-se entender o significado
da cegueira nas angústias nodais do sujeito cego, nas escolhas
individuais do objeto afetivo, na definição dos mecanismos
de defesa e nos caminhos para a elaboração egóica.
Para essa investigação foi utilizado o Procedimento Desenhos-Estórias
(D-E). Após uma adaptação que permitiu a realização
de desenhos por cegos, empregou-se esse Procedimento para a obtenção
de expressões gráficas e verbais de 18 sujeitos cegos
de ambos os sexos, em idades compreendidas entre 10 e 25 anos.
Os resultados indicam que os cegos por cegueira congênita apresentam
problemas de integração da personalidade, que se refletem
na identidade. Os cegos por cegueira adquirida organizam suas vidas
com base na angústia de perda. Em ambos os grupos, evidenciam-se
sentimentos de solidão e isolamento, de desqualificação
e insuficiência, além de inveja. Há conflitos de
aceitação versus negação da cegueira e de
independência versus dependência em relação
à figura materna.
O material obtido mostrou a eficácia do D-E na investigação
clínica da personalidade das pessoas cegas e a possibilidade
de apreensão de aspectos fundamentais da personalidade daqueles
que não vêem.
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BORGES, Thames W.C. (1998) - O Procedimento de Desenhos-Estórias
como modalidade de intervenção nas consultas terapêuticas
infantis [The Drawing-and-Story Procedure as a Mode of Intervention
in Children Therapeutic Consultations]. Tese de Doutorado. São
Paulo (SP), Instituto de Psicologia da USP, 162 pp.
Orientadora: Profª Dra. Tânia M.J. Aiello-Vaisberg.
RESUMO
O objetivo deste trabalho foi apresentar uma nova modalidade de atendimento
psicoterapêutico entre crianças e seus familiares. Consiste
na utilização do Procedimento de Desenhos-Estórias
com Tema e Sem Tema nas consultas terapêuticas infantis, como
uma adaptação do Procedimento de Desenhos-Estórias
desenvolvido por Trinca (1972).
A base teórica é originária de Winnicott, principalmente
o conceito de espaço potencial. Foi utilizada esta noção
como um espaço e um tempo que permitem abordar, por intermédio
da criatividade, não somente a realidade interna individual e
grupal, mas também a realidade externa. Ao longo do trabalho
foram retomados os conceitos de Consulta Terapêutica, Objetos
e Fenômenos Transicionais e Jogo de Rabiscos.
A técnica empregada facilita a aliança terapêutica
pela expressão subjetiva, verbal e emocional entre a criança
e seus pais. Mostrou-se útil, tanto na investigação
e na elaboração do diagnóstico, quanto na facilitação
da comunicação e na elaboração psíquica.
O trabalho é fruto da reflexão de 12 anos de prática
clínica. São apresentados quatro casos clínicos
que a demonstram.
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FELIPE, Sandra S.R. (1997) - A contribuição do Teste
de Apercepção Infantil (CAT-A) e do Procedimento de Desenhos
de Família com Estórias (DF-E) na avaliação
de crianças envolvidas em disputas judiciais [The Contribution
of the Children Apperception Test (CAT-A) and of the Drawing-of-Family-with-Story
Procedure (DF-E) to the Evaluation of Children Involved in Legal Disputes].
Dissertação de Mestrado. São Paulo (SP), Instituto
de Psicologia da USP, 322 pp.
Orientador: Prof. Dr. André Jacquemin.
RESUMO
O presente trabalho insere-se essencialmente no âmbito do diagnóstico
psicológico. Procura conhecer através da utilização
de técnicas projetivas as necessidades, conflitos e sentimentos
de filhos de pais separados, que estão sendo disputados judicialmente.
Frente à complexidade da questão relativa às disputas
de guarda, são analisados aspectos históricos, éticos,
filosóficos, psicológicos e técnicos envolvidos
na mesma.
O objetivo central foi verificar se o Teste de Apercepção
Infantil (CAT-A) e o Procedimento de Desenhos de Família com
Estórias (DF-E) acrescentariam informações relevantes
à compreensão da situação emocional da criança,
nesse contexto. Também teve como objetivo complementar o conhecimento
de aspectos emocionais significativos, presentes em crianças
disputadas pelos pais. Foi utilizado o método de estudo de caso
em 10 crianças de 6 a 10 anos envolvidas em disputas de guarda,
de ambos os sexos, cujas famílias haviam sido avaliadas por psicólogos
do Tribunal de Justiça.
Verificou-se que as técnicas projetivas mencionadas (CAT-A e
DF-E) ampliaram efetivamente o conhecimento da situação
emocional das crianças quanto a: 1) imagens parentais,
pelo resgate de aspectos inconscientes (positivos ou negativos), ou
que não eram verbalizados em função de angústias;
2) dinâmica de personalidade, pelo esclarecimento das necessidades
emocionais, do caráter defensivo de alianças eventualmente
realizadas com um dos genitores, dos prejuízos psíquicos
acarretados pela situação de disputa e pela dinâmica
familiar prejudicada.
Quanto aos aspectos mais significativos que se destacaram nas crianças
estudadas, foram observadas duas vertentes, a saber: 1) formação
de alianças das crianças com um dos genitores, associada
a fatores externos, que encontravam ressonância em fatores internos;
2) conflitos de culpa. Discutiu-se então a questão
da disputa parental, que acentua especialmente as ansiedades depressivas
e desencadeia mecanismos defensivos primitivos, de modo a desfavorecer
a integração mental e o desenvolvimento psíquico
da criança. Evidenciou-se a necessidade de dar-se maior ênfase
a abordagens interventivas, destacando-se a importância da mediação.
Esta tende a fazer diminuir a ansiedade persecutória, a desencorajar
o processo regressivo, favorecendo a resolução do conflito
familiar.
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FERNANDES, Marly A. (1988) - Fantasias inconscientes de primigestas
através do Procedimento de Desenhos-Estórias [Unconscious
Fantasies of Primiparas through the Drawing-and-Story Procedure].
Dissertação de Mestrado. Campinas (SP). Instituto de Psicologia
da PUCCAMP, 130 pp.
Orientadora: Profª. Dra. Maria Emília Lino da Silva.
RESUMO
O presente trabalho teve por objetivo investigar as fantasias inconscientes
de primigestas. A gravidez é considerada um momento existencial
extremamente importante no ciclo vital feminino, que pode dar à
mulher a oportunidade atingir novos níveis de integração
e desenvolvimento. Realizou-se uma pesquisa exploratória com
15 primigestas, que se encontravam no quarto mês gestacional.
Este é um momento em que o estado de gravidez é evidente
e a percepção do movimento fetal, característico
desta fase, constitui-se na primeira vez em que a mulher sente o feto
como uma realidade concreta dentro de si.
O desenvolvimento da pesquisa pautou-se, basicamente, por um encontro,
no qual se realizavam uma entrevista semi-dirigida e a aplicação
do Procedimento de Desenhos-Estórias (D-E). Os resultados obtidos
constataram a presença de fantasias destrutivas e persecutórias,
mas também de fantasias construtivas e amorosas em relação
ao feto. As fantasias amorosas expressaram-se como necessidade de fortalecimento
da individualidade, procura de harmonia e de equilíbrio na personalidade,
busca de fatores espirituais, ligação com as raízes
familiares, evocação de um passado infantil na relação
com o bebê e inserção do bebê na história
de vida do casal. As fantasias destrutivas e persecutórias caracterizaram-se
por angústias de a primigesta ser tomada por sentimentos de desolação
e de morte. Neste caso, são temidas a própria morte e
a do bebê, que se apresenta como um objeto ameaçador. Há
medos de não ser capaz de ser mãe, de não saber
criar o filho, de tornar-se mãe má etc. Verificaram-se,
também, regressões, ansiedades de perda da infância
e perplexidades diante do desconhecido.
Os resultados indicam que o Procedimento de Desenhos-Estórias,
usado como técnica auxiliar na investigação psicológica
da grávida, é de grande valia, por oferecer uma série
de vantagens: é um instrumento bem aceito, mobilizador de conteúdos
inconscientes, com baixo nível de condutas resistenciais.
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FLORES, Ricardo J. (1984) - A utilidade do Procedimento de Desenhos-Estórias
na apreensão de conteúdos emocionais em crianças
terminais hospitalizadas [The Utility of the Drawing-and-Story Procedure
for the Apprehension of Emotional Contents in Hospitalized Terminal
Children]. Dissertação de Mestrado. Campinas (SP),
Instituto de Psicologia da PUCCAMP, 221 pp.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
O
presente trabalho teve por finalidade verificar a utilidade do Procedimento
de Desenhos-Estórias (D-E) na apreensão de conteúdos
emocionais de crianças terminais hospitalizadas. Foi aplicado
em uma amostra de 30 crianças leucêmicas hospitalizadas,
de ambos os sexos, na faixa etária compreendida entre três
e dez anos, provenientes de nível sócio-econômico
baixo. Os resultados evidenciaram conteúdos, expressões
e mecanismos semelhantes aos descritos por alguns autores psicanalistas.
Especificamente em relação ao D-E, encontraram-se nessas
crianças, frente à morte, angústias de separação,
como, também, de rejeição. As crianças demonstraram
clara percepção da morte iminente, ainda que nada se lhes
tivesse dito a respeito. Pelo fato de pensar que vão morrer,
sentem-se rejeitadas como pessoas, abandonadas e deixadas sozinhas.
Mantêm a idéia de que a morte é conseqüência
dessa rejeição e desse abandono, que ocorre como um castigo,
porque elas se sentem más. A morte é descrita como um
mergulho na escuridão, uma desintegração da pessoa,
um ataque destrutivo por parte de objetos terroríficos. Concluiu-se
pela utilidade do D-E na apreensão de conteúdos emocionais
em crianças terminais hospitalizadas, na medida em que permitiu
maior compreensão da situação da morte e do morrer.
top
GAVIÃO, Ana Clara D. e PINTO, Kátia O. (1998) - Representações
da interdisciplinaridade: um estudo através do Procedimento de
Desenhos-Estórias com Tema [Representations of Interdisciplinarity:
a Study trough the Use of the Thematic Drawing-and-Story Procedure].
Revista de Psicologia Hospitalar. São Paulo (SP), 15
(2): 7-17.
RESUMO
A interdisciplinaridade no contexto hospitalar justifica-se pela necessidade
prática de uma compreensão ampla dos múltiplos
fatores inerentes ao processo de adoecer. Entretanto, nem sempre o trabalho
cooperativo e integrado é alcançado pelas equipes de saúde,
em função de diferentes níveis de interesse e compromisso
dos profissionais. Este estudo teve por objetivo verificar a utilidade
do Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema empregado como
técnica de investigação das representações
de equipe interdisciplinar, em psicólogos atuantes no hospital,
e subsidiar a discussão sobre o tema. Os resultados mostram que
o D-E com Tema facilita o acesso à subjetividade do campo interdisciplinar,
configurando-se, nesta amostra, a tendência à postura intelectualizada
e formal, contrapondo-se à emotividade. Há um potencial
criativo, mas o efetivo compromisso interprofissional parece ser ainda
muito idealizado.
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GORODSCY, Regina C. (1990) - A criança hiperativa e seu corpo:
um estudo compreensivo da hiperatividade em crianças [The Hyperactive
Child and his/her Body: a Comprehensive Study of Hyperactivity in Children].
Tese de Doutorado. São Paulo (SP), Instituto de Psicologia da
USP, 166 pp.
Orientador: Prof. Dr. Ceme Ferreira Jordy
RESUMO
Realizou-se uma pesquisa prospectiva e longitudinal para estudar um
grupo de crianças hiperativas de 7 a 12 anos, atendidas em ambulatório
de psiquiatria infantil de hospital público.
Cuidadosa anamnese, exames médicos (clínico e neurológico)
e exames laboratoriais, incluindo tomografia axial computadorizada do
cérebro e eletroencefalograma foram utilizados para assegurar
ao diagnóstico um fundamento estritamente delimitado pelo comportamento
hiperativo ¾ principal queixa apresentada em todos os casos.
As crianças foram estudadas em psicodiagnóstico, na relação
terapêutica e avaliadas no intervalo de seis meses pelo Procedimento
de Desenhos-Estórias de Walter Trinca.
Os
resultados sugerem que a hiperatividade seja expressão de dificuldades
globais do desenvolvimento infantil, que podem ser entendidas no estudo
dinâmico da interação entre a criança, seu
corpo e seu universo. Em especial, assinalam-se as dificuldades na auto-regulação
de ritmos, da rotina, dos limites. As relações afetivas
são estabelecidas na base de inseguranças, pouca confiabilidade
e pouca continência.
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HAMES, Suely Lopes (1992) - Considerações sobre a realidade
externa e o mundo interno de crianças portadoras de doença
péptica [Some Thoughts on External and Internal World of Children
with Peptic Disease]. Dissertação de Mestrado. São
Paulo (SP), Faculdade de Psicologia da PUC-SP, 246 pp.
Orientador: Prof. Dr. Gilberto Safra.
RESUMO
Há inúmeras evidências em defesa da suposição
de que, na patogênese da doença péptica, a secreção
gástrica contínua pode ser influenciada por estímulos
psicológicos crônicos. O presente trabalho teve como objetivo
analisar a situação de vida de oito crianças (de
8 a 13 anos de idade) portadoras de doença péptica. Além
disso, propôs-se a estudar as características psicológicas
predominantes nessas crianças, levando-se em conta a fase de
desenvolvimento emocional em que se encontram.
Para o levantamento dos dados foram utilizados o prontuário médico,
a entrevista psicológica com o responsável pela criança
e o Procedimento Desenhos-Estórias (D-E). A análise dos
dados foi realizada através do método compreensivo, discutido
numa abordagem psicossomática de fundamentação
psicanalítica. Em síntese, os resultados permitiram concluir
que: a) a situação de vida das crianças esteve
sempre envolvida com múltiplos aspectos potencialmente problemáticos,
os surtos clínicos relacionam-se com situações
traumatizantes e tais situações influenciam na evolução
da doença péptica; b) alguns aspectos da dinâmica
emocional encontrados são características indicadoras
da posição esquizoparanóide, o que permite afirmar
que essas crianças se apresentam imaturas emocionalmente; c)
pela incapacidade de se expressar e de lidar com impulsos agressivos,
as crianças encontram no soma uma forma de expressar e de aliviar
a ansiedade persecutória de ser destruída pelos impulsos;
d) pela introjeção das imagos parentais como objetos parciais,
a relação objetal com essas imagos é marcada por
pobreza e, até, por ausência de reações afetivas,
gerando sentimentos de abandono e de tristeza; e) a introjeção
desses objetos parciais não permite a interrelação
com uma pessoa total. Isso torna as crianças carentes de gratificação
externa, implicando o aumento das necessidades de afeto e proteção.
O processo péptico parece se desenvolver como reação
a essas necessidades vorazes insatisfeitas; f) as crianças portadoras
da doença péptica trazem consigo a impossibilidade de
satisfazer suas necessidades e a incapacidade de eleger um objeto que
as gratifiquem. Esse conflito é gerador de ansiedades que podem
desencadear a hipersecreção gástrica.
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LIMA, Célia M. Blini de (1991) - A aliança familiar
na adaptação escolar ineficaz [Family Alliance in Ineffective
School Adaptation]. Dissertação de Mestrado. São
Paulo (SP), Instituto de Psicologia da USP, 386 pp.
Orientadora: Profª. Dra. Eda Marconi Custódio.
RESUMO
Este estudo teve por objetivo investigar os aspectos psicodinâmicos
da família, que poderiam se entrelaçar na adaptação
escolar ineficaz e colaborar para a instalação de dificuldades
na aprendizagem, quer frente aos conteúdos formais, quer frente
a atitudes não favorecedoras de bom desempenho.
Para a realização do estudo foi utilizado o material de
nove crianças de ambos os sexos, com idades variando entre cinco
e dez anos, provenientes de escolas particulares, todas com queixas
escolares. Esse material foi obtido através de entrevistas com
os pais (anamnese e entrevista trigeracional) e de emprego do Procedimento
de Desenhos de Família com Estórias (DF-E), aplicado aos
pais e às crianças.
Foram discutidas as relações entre a família e
a criança, contudo sem reduzir as dificuldades de cada criança
às influências da família. Demonstrou-se que é
possível encontrar um sentido para os sintomas, quando analisados
dentro do contexto da história pessoal e familiar, com acesso
aos objetos internos da família, tendo por substrato teórico
a psicanálise. Detectaram-se fantasias inconscientes, presentes
nos pais e nas crianças. Ficou demosntrada a forma como essas
fantasias são apresentadas no discurso manifesto, bem como a
relação deste fato com as dificuldades escolares.
A adaptação escolar ineficaz é conseqüência
de problemas de desenvolvimento, em que o aspecto emocional desempenha
um papel inibidor. A estruturação emocional da família
e a atualização de suas realizações são
essenciais para a adaptação escolar eficaz.
Os dados revelaram que as famílias apresentam traços de
imaturidade e insegurança, são presas ao passado e, portanto,
incapazes de conter as ansiedades de seus filhos, condição
essencial para o desenvolvimento. Indicaram a presença de pais
aparentemente perfeitos, dedicados a atender a demanda explícita
referente à educação dos filhos, e não de
pais satisfatórios (que podem compreender as necessidades afetivas
e cuidar delas).
As crianças têm uma relação particular com
o alimento: são inapetentes ou vorazes. Dessa forma, mantêm
suas mães ocupadas com elas - uma forma de preencher carências
afetivas. O mesmo acontece em relação às dificuldades
escolares: há a falta da mãe internalizada, o alento fundamental
para estarem sós. Levanta-se, portanto, a hipótese de
falhas nos processos primários de introjeção da
realidade e, conseqüentemente, a fixação em estágios
anteriores do desenvolvimento, possivelmente na fase oral.
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MÁZZARO, A.C. (1984) - Investigação clínica
da personalidade de adolescentes homicidas através do Procedimento
de Desenhos-Estórias [Clinical Investigation of Homicidal Teenagers´
Personality through the Drawing-and-Story Procedure]. Dissertação
de Mestrado. Campinas (SP), Instituto de Psicologia da PUCCAMP, 146
pp.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
O presente estudo teve por objetivo realizar a investigação
clínica da personalidade de 18 adolescentes homicidas, utilizando-se
do Procedimento de Desenhos-Estórias de Walter Trinca e de informações
oriundas da historia de vida desses sujeitos.
Os resultados foram obtidos pela análise de categorias relevantes
e pela análise dos processos mentais significativos. Esses resultados
sugerem que os adolescentes homicidas apresentam um reclamo generalizado
de satisfação das necessidades primitivas de afeto. Essa
dificuldade se relaciona à urgência da introjeção
de objetos bons e amorosos. A ausência de objetos bons ou as dificuldades
de os mesmos realizarem seu papel construtivo - para um desenvolvimento
emocional sadio - cria uma situação de intenso conflito
inconsciente. Esse conflito diz respeito à luta que se trava
entre os impulsos amorosos e os destrutivos, com a conseqüente
presença de ansiedades persecutórias e depressivas. Os
recursos do ego parecem ser deficientes para fazer face à situação
conflitiva da vida instintiva. Há um temor inconsciente de que
possam prevalecer as forças destrutivas. A vivência inconsciente
de poderosas ansiedades e sentimentos de culpa decorre da presença
de um superego com amplas características punitivas.
O material projetivo revela com relativa freqüência um fenômeno
relacionado à natureza do estado mental, durante a realização
do ato homicida: é um momento em que as possibilidades de controle
dos impulsos destrutivos desaparecem e estes invadem a vida consciente
de forma avassaladora. Nesse momento predominam núcleos psicóticos
da personalidade, que permitem a realização das tendências
homicidas inconscientes.
Os resultados indicam, também, que o Procedimento de Desenhos-Estórias,
usado como técnica-auxiliar no diagnóstico psicológico
de sujeitos homicidas, apresenta uma serie de utilidades. É um
instrumento bem aceito pelos sujeitos, mostrando as vantagens de ser
bastante estimulante e mobilizador, no sentido vencer resistências
conscientes e inconscientes. Sua utilização vem complementar
as informações obtidas através de outras técnicas
de investigação. Sugere-se que o Procedimento de Desenhos-Estórias
seja usado como instrumento inicial na série de exames do processo
de psicodiagnóstico, pois ele pode fornecer hipóteses
úteis a serem posteriormente averiguadas, além de atuar
como facilitador de todo o processo. Ressalva-se, contudo, a necessidade
de pesquisas posteriores a fim de aprofundar o estudo das idéias
decorrentes do presente trabalho.
top
MERCADANTE, Marcos T. (1993) - A utilização do Procedimento
de Desenhos-Estórias de Walter Trinca no diagnóstico da
criança borderline [Using Walter Trinca´s Drawing-and-Story
Procedure in the Diagnosis of Borderline Children]. São Paulo
(SP), Rev. Neuropsiq. Infância e Adolescência, 1
(1): 5-8.
RESUMO
Este trabalho discute uma categoria diagnóstica de psicose da
infância: a criança borderline ou pré-psicótica.
Situa o modelo compreensivo (clínico-psicodinâmico) como
fundamento dessa nosografia e apresenta um caso avaliado pelo Procedimento
de Desenhos-Estórias (D-E) de Walter Trinca. Conclui que a utilização
desse instrumento é muito valiosa para a atividade diagnóstica
do psiquiatra da infância, especialmente no diagnóstico
dos quadros fronteiriços.
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MESTRINER, Sonia M.M.E. (1982) - O Procedimento de Desenhos-Estórias
em pacientes esquizofrênicos hospitalizados [The Drawing-and-Story
Procedure in schizophrenic inpatients]. Dissertação
de Mestrado. São Paulo (SP), Instituto de Psicologia da USP,
222 pp.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
O presente trabalho trata de um estudo de validade simultânea
do Procedimento de Desenhos-Estórias (D-E), utilizando-se como
critério o diagnóstico psiquiátrico. O objetivo
foi testar se o D-E diferencia sujeitos esquizofrênicos hospitalizados
de "normais" e, deste modo, estender seu uso a adultos, visto
que anteriormente foi destinado a crianças e adolescentes.
Utilizaram-se 80 sujeitos adultos, masculinos, de níveis sócio-econômico
e cultural baixos. Quarenta eram esquizofrênicos hospitalizados,
há três meses ou mais, em dois hospitais de duas cidades
do interior do Estado de São Paulo, constituindo o Grupo I. Quarenta
sujeitos, pertencentes a cursos de 1º grau do Município
de Ribeirão Preto, constituíram o Grupo II. Os Grupos
I e II foram emparelhados quanto à faixa de idade e ao nível
intelectual. Utilizaram-se apenas os sujeitos com dez pontos ou mais
no Teste de Matrizes Progressivas de RAVEN - Escala Geral.
Os 80 protocolos do D-E foram classificados por três juízes,
psicólogos com larga experiência profissional, informados
apenas do sexo, idade, níveis intelectual dos sujeitos e de que
estes provinham de níveis sócio-econômico e cultural
baixos. Cada juiz classificou cada um dos protocolos em cinco alternativas:
E1 (esquizofrênico com pouca convicção
, E2 (esquizofrênico com convicção),
N1 (normal com pouca convicção),
N2 (normal com convicção) e NS (não
sei). Os juízes foram concordantes entre si nas cinco alternativas
de escolha, em nível de significância de 0.02, no Coeficiente
de Concordância de Kendall.
Para a comparação do D-E com o diagnóstico psiquiátrico,
as freqüências de julgamento do D-E nas categorias N (englobando
N1 + N2) e E (englobando
E1 + E2) foram correlacionadas
com as freqüências de diagnósticos psiquiátricos
nas categorias N e E. Essa comparação foi feita para cada
juiz através do Coeficiente de Concordância de Kendall.
Os julgamentos NS não foram considerados.
Os julgamentos NS do juiz 1 e do juiz 2 foram tratados, respectivamente,
através do teste de Qui-Quadrado e do teste binomial. O juiz
3 não deu julgamentos NS. Para os três juizes foi aceita
a hipótese alternativa de que o julgamento do D-E é dependente
ou correlacionado com o diagnóstico psiquiátrico, num
nível de significância de 0.01. Os Coeficientes de Contingência
encontrados foram de C = 0.62, C = 0.65 e C = 0.65, respectivamente,
para o juiz 1, para o juiz 2 e para o juiz 3. Esses coeficientes encontrados
foram muito próximos do limite superior do Coeficiente (C = 0.71).
A hipótese de nulidade de que a proporção de julgamentos
NS foi a mesma para o diagnóstico psiquiátrico de E que
para o de N, foi aceita num nível de significância de 0.01,
tanto para o juiz 1 como para o 2. Portanto, profissionais experientes
puderam, com alta possibilidade de sucesso, discriminar pacientes hospitalizados
de "normais", todos adultos, masculinos e de baixo nível
sócio-econômico e cultural.
Foram apresentadas algumas características do D-E dos esquizofrênicos,
comparados aos "normais", apontadas pelos aplicadores e avaliadores
da pesquisa. Adicionalmente, tratou-se do tema: O Procedimento de Desenhos-Estórias
como forma de entrevista psicológica.
[Publ. em Estudos de Psicologia, Campinas (SP), 3 (1/2):
106-111, 1986]
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MESTRINER, Sonia M.M.E. (1989) - O Procedimento de Desenhos-Estórias
em crianças asmáticas [The Drawing-and-Story Procedure
in Asthmatic Children]. Tese de Doutorado. São Paulo (SP),
Instituto de Psicologia da USP, 234 pp.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
Este estudo visou determinar os psicodinamismos das crianças
asmáticas, diferenciá-las das normais, por meio do Procedimento
de Desenhos-Estórias (D-E), introduzido por Trinca em 1972, e
desse modo contribuir para a ampliação do uso do D-E no
campo do diagnóstico clínico da personalidade. Para isso,
compararam-se dois grupos de meninos de cinco a dez anos de idade, quanto
aos resultados no D-E. O grupo I foi constituído por 30 pacientes
asmáticos moderados e graves, de um ambulatório hospitalar.
O grupo II foi constituído por 30 crianças de escolas
públicas, emparelhadas às do grupo I quanto a sexo, idade
e nível intelectual.
Houve dois tipos de avaliações: estatística e qualitativa.
Na avaliação estatística, três psicólogos
experientes, tendo conhecimento de uma síntese dos psicodinamismos
das crianças asmáticas, julgaram individualmente os 60
protocolos do D-E em uma das três categorias: A (asmática),
N (normal) e NS (não sei). Correlacionaram-se as freqüências
de julgamentos - A e N - com as freqüências da condição
clínica dos sujeitos - A e N -, para cada juiz, por meio do Coeficiente
de Contingência (C). Obtiveram-se associações significativas
no nível 0.001. Os juízes discriminaram as crianças
asmáticas das normais.
Na avaliação qualitativa, levantaram-se os psicodinamismos
característicos das crianças asmáticas, por meio
da reunião dos resultados da inspeção livre do
material por dois avaliadores, segundo os pontos de vista psicodinâmicos.
Encontrou-se que as crianças asmáticas têm um mundo
interno carregado de impulsos destrutivos. Vivem ansiedades persecutórias
intensas, pois projetam e deslocam seus impulsos. Elas têm um
superego cruel e sufocante, gerador de ansiedades. Como têm pouca
capacidade de elaboração e de reparação,
usam de intensos mecanismos de defesa. Em conseqüência dessa
dinâmica, que envolve os impulsos e o super-controle, essas crianças
apresentam inibições e empobrecimento da personalidade,
imagem denegrida de si, falta de autoconfiança, tendência
a serem imaturas, medo da ruptura das defesas e da perda do autocontrole.
Elas têm fantasias relacionadas ao espaço - à prisão
e à liberdade - e ansiedades claustrofóbicas. Quando a
carga impulsiva e ansiosa se torna muito intensa, pode haver falência
nas defesas e ocorrer a crise asmática. O aparelho respiratório
presta-se à expressão dos conflitos e das fantasias de
cerceamento e liberdade, porque sua função vital envolve
a expansão e a contração.
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MIGLIAVACCA, Eva M. (1987) - Semelhanças entre o Procedimento
de Desenhos-Estórias e os conteúdos dos sonhos: uma interpretação
psicanalítica [Similarities between the Drawing-and-Story Procedure
and the Contents of Dreams: a Psychoanalytic Interpretation]. Dissertação
de Mestrado. São Paulo (SP), Instituto de Psicologia USP, 145
pp.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
Este estudo teve por objetivo investigar possíveis semelhanças
existentes entre os conteúdos dos sonhos e o material obtido
com o Procedimento de Desenhos-Estórias (D-E), em uma abordagem
psicanalítica.
Partindo da suposição de que os conteúdos do D-E
podem ser interpretados de maneira semelhante à interpretação
dos sonhos, segundo o referencial freudiano, a autora faz a apresentação
da teoria onírica de Freud e inteira o leitor a respeito do Procedimento
de Desenhos-Estórias, que é um instrumento auxiliar de
investigação da personalidade. A seguir é apresentado
material clínico obtido com a aplicação desse Procedimento
em 20 examinandos.
O Procedimento de Desenhos-Estórias é avaliado nos seguintes
aspectos: 1) Manifestação de conteúdos inconscientes;
2) Realização de desejos; 3) Angústia; 4) Condensação;
5) Deslocamento; 6) Dramatização; 7) Elaboração
Secundária; 8) Representação pelo contrario; 9)
Dispersão; 10) Personificação; 11) Simbolismos.
Através dessa avaliação, a autora concluiu que
os conteúdos que se apresentam no D-E, seja quanto ao significado,
seja quanto aos mecanismos inconscientes de formação,
são semelhantes ao material que se revela por meio dos sonhos.
Tal conclusão acrescenta uma referência nova para a interpretação
do Procedimento de Desenhos-Estórias.
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MORENO, Neyde M.M. (1985) - Estudo da personalidade de pacientes
com deficiência mental leve através do Procedimento de
Desenhos-Estórias. [Study of Slightly Mentally Retarded Patients´
Personality through the Drawing-and-Story Procedure]. Dissertação
de Mestrado. São Bernardo do Campo (SP), Instituto de Metodista
de Ensino Superior, 213 pp.
Orientador: Prof. Dr. José Tolentino Rosa.
RESUMO
O presente estudo testou a validade do Procedimento de Desenhos-Estórias
(D-E) para o diagnóstico de sujeitos deficientes mentais, comparando-os
com "normais", equiparados tanto pela idade cronológica
como pela idade mental.
Participaram da pesquisa 59 sujeitos, crianças e adolescentes
de ambos os sexos, de nível sócio-econômico e cultural
baixos. Desses sujeitos, 19 eram deficientes mentais leves (de 11 a
15 anos) e constituíram o grupo DM; 20 sujeitos eram não-deficientes
mentais (de 11 a 15 anos) que formavam o grupo NDM I; o terceiro grupo
denominava-se NDM II e era composto por 20 sujeitos não-deficientes
mentais (de 7 a 9 anos). Os sujeitos DM apresentavam Q.I. entre 50 a
70 pelo WISC. O critério utilizado de não-deficiência
mental foi o escolar.
Após a aplicação do D-E, os 59 protocolos foram
classificados "às cegas" por três juízes
(dois psicólogos e um psiquiatra), informados apenas sobre o
sexo e o baixo nível sócio-econômico e cultural
dos sujeitos. Cada juiz classificou os 59 protocolos em sete alternativas:
DM0
(deficiente mental de 11 a 15 anos com convicção);
DM1 (deficiente mental de 11 a 15 anos sem convicção);
NDM2 (não deficiente mental de 11 a 15
anos com convicção);
NDM3 (não deficiente mental de 11 a 15
anos sem convicção);
NDM4 (não deficiente mental de 7 a 9 anos
com convicção);
NDM5 (não deficiente mental de 7 a 9 anos
sem convicção);
NS (não sei).
Os resultados foram analisados em relação a: a) grau de
concordância entre os juizes (Kendall - W; empates); b) comparação
do D-E com o diagnóstico clínico (% de acordo, índice
de fidedignidade, acuracidade, empates, coeficiente de contingência,
teste de Fischer e análise dos erros); c) principais características
dos desenhos: duração, número de desenhos, resistência,
elaboração, utilização de cores, tamanho
relativo, localização na folha, posição
do papel, pressão do traçado, conteúdo dos desenhos,
perseveração, reações durante o desenho
e outras características que não se encaixavam nas categorias
acima; d) principais características das estórias: recusas
e dificuldades de verbalização, seqüência,
concretismos, sentimentos, delírios, temas; e) relação
entre estórias e desenhos; e f) títulos.
Concluiu-se que o Procedimento de Desenhos-Estórias: a) é
válido com adolescentes deficientes mentais leves, especialmente
se for considerada a experiência dos profissionais com deficientes
mentais e com o D-E; b) fornece características suficientes para
diferenciar deficientes mentais dos outros dois grupos; c) possibilita
a análise dos principais dinamismos psicológicos do adolescente
deficiente mental.
Sugerem-se futuros estudos, que comparem a validade do Procedimento
de Desenhos-Estórias para o diagnóstico diferencial da
deficiência mental com outras psicopatologias, principalmente
com as psicoses infantis.
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PAIVA, Maria Lucimar F. (1992) - Relações entre representações
cognitivas, afetivas e desempenho escolar de crianças de 4 a
5 anos de idade [Relationships between Cognitive, Affective Representations
and the School Performance of 4 to 5 Year-Old Children]. Tese de
Doutorado. São Paulo (SP), Instituto de Psicologia da USP, 193
pp.
Orientador: Prof. Dr. Lino de Macedo.
RESUMO
O objetivo principal deste trabalho foi analisar as representações
afetivas e cognitivas e suas relações com o desempenho
escolar de crianças de quatro a cinco anos, a partir de suas
respostas ao CAT-A e ao Procedimento de Desenhos-Estórias (aspectos
afetivos) e à Prova Gráfica de Organização
Perceptivo-Motora (Pré-Bender) para crianças de quatro
a seis anos (aspectos cognitivos). O desempenho escolar das crianças
foi avaliado pelas professoras, desde um roteiro previamente elaborado.
Esse estudo procurou, também, analisar as produções
das crianças no Procedimento de Desenhos e Estórias (D-E),
comparando-as com aquelas resultantes das avaliações pelo
CAT-A. Procurou-se estabelecer uma analise qualitativa para a prova
cognitiva (Pré-Bender) através da avaliação
de Erros Perceptivo-Motores (EPM), que se caracterizam por desvios na
Organização Perceptivo-Motora. A amostra constituiu-se
de dez crianças, de ambos os sexos (cinco meninos e cinco meninas),
com idades variando entre quatro e cinco anos, alunos de uma Escola
de Artes da cidade de Ribeirão Preto (Estado de São Paulo).
Os resultados indicaram que o desempenho escolar encontra-se positivamente
relacionado com as representações cognitivas e com as
representações de relações de objeto, orientando-se
no mesmo sentido.
A proposição da análise das EPM no Pré-Bender
permitiu a configuração dos pontos positivos em relação
aos erros (EPM) e evidenciou a possibilidade de uma análise qualitativa
relevante para se perceber os aspectos deficientes da Organização
Perceptivo-Motora. A analise comparativa entre o CAT-A e o D-E evidenciou
a complementaridade de ambos os instrumentos, sendo que o D-E se destaca
pela possibilidade de esclarecimento progressivo dos aspectos conflitivos
básicos.
top
PORTO, Valdeque R.N. (1985) - Estudo de validação de
um Procedimento de Desenhos de Família com Estórias, destinado
à exploração clínica da personalidade de
crianças [Study of Validation of a Drawing-of-Family-with-Story
Procedure for the Clinical Exploration of Children´s Personality]
. Dissertação de Mestrado. Campinas (SP), Instituto de
Psicologia da PUCCAMP, 138 pp.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
O presente estudo teve por objetivo básico a realização
de um estudo exploratório, na área do diagnóstico
psicológico, utilizando-se de desenhos de família associados
à verbalização temática (estórias),
como um procedimento destinado à obtenção de informações
sobre dinamismos da personalidade. É uma primeira tentativa de
validação do Procedimento de Desenhos de Família
com Estórias (DF-E), apresentado por Walter Trinca. O Teste de
Atitudes Familiares de Lydia Jackson foi o instrumento utilizado como
critério de validade na presente pesquisa.
Fizeram parte da amostra 28 sujeitos de ambos os sexo, em idades compreendidas
entre seis e doze anos, pertencentes a clínicas psicológicas
particulares e públicas. A aplicação do Procedimento
de Desenhos de Família com Estórias e do Teste de Atitudes
Familiares foi feita nos mesmos sujeitos a fim que o primeiro pudesse
ser comparado com o segundo.
Foram realizadas duas avaliações em separado, uma para
o Procedimento do Desenhos de Família com Estórias e outra
para o Teste de Atitudes Familiares, por seis psicólogos independentes
entre si, distribuídos três a três. A avaliação
foi realizada às cegas, por inspeção, com a utilização
dos conhecimentos e conceitos das teorias psicodinâmicas da personalidade.
Cada psicólogo forneceu um resumo dos pontos relevantes, para
cada sujeito. Um sétimo psicólogo fez o trabalho de harmonização.
Foram considerados válidos somente os itens em que houve concordância
de pelo menos dois avaliadores. A súmula final resultou em 25
fatores psicológicos.
A utilização do Procedimento de Desenhos de Família
com Estórias indicou que o mesmo apresenta, qualitativamente,
bons recursos para a obtenção de informações
sobre dinamismos da personalidade desajustada. Quantitativamente, houve
duas formas de tratamento do material. A primeira envolveu estudos de
Precisão e a segunda estudos de Validade. Houve resultados estatisticamente
significantes pela Análise de Precisão, o que não
ocorreu com a Análise de Validade, uma vez que seus resultados
não concluíram pela correlação entre os
dois instrumentos utilizados. Dos 25 fatores psicológicos, em
apenas dois as hipóteses de nulidade foram aceitas.
Ressalva-se, contudo, a necessidade da realização de pesquisas
posteriores para maior aprofundamento em relação às
idéias decorrentes deste trabalho exploratório.
top
SARTI, Renata e LOUREIRO, Sônia R. (1996) - Crianças asmáticas
e suas mães: avaliação psicológica através
do Procedimento de Desenhos-Estórias [Asthmatic Children and
their Mothers: Psychological Evaluation Using the Drawing-and-Story
Procedure]. São Paulo (SP), Boletim de Psicologia, 46
(105): 79-99.
RESUMO
A asma tem sido considerada uma doença de etiologia diversa,
sendo os fatores emocionais e interativos amplamente relacionados às
suas manifestações. Objetivou-se, neste estudo, caracterizar
aspectos relativos às manifestações afetivas de
crianças asmáticas e de suas mães através
do Procedimento de Desenhos-Estórias (D-E). Foram avaliadas dez
crianças em atendimento no Ambulatório de Imunologia Pediátrica
do HC-FMRP-USP, com diagnóstico clínico de asma moderada
e grave, sendo seis meninos e quatro meninas, com idade média
de oito anos e oito meses. Procedeu-se a avaliação individual
de cada criança e de sua mãe, através de entrevistas
semi-estruturadas e da aplicação do D-E, consistindo na
solicitação de cinco produções gráficas,
seguidas de estórias. Os protocolos foram avaliados por duas
psicólogas com experiência clínica, considerando-se
as avaliações de consenso. Os resultados apontam para
produções gráficas e de estórias predominantemente
estereotipadas, sendo observado, entre as mães, uma baixa produção
(46%). Com relação às estórias, as crianças
tenderam refugiar-se nas descrições (70%), enquanto as
mães perderam-se nas fantasias (44%). A análise dos aspectos
afetivos envolvidos na interação sugeriu a presença
de vivências de intensa dependência e de ameaça por
parte da criança, contrapondo-se a vivências de insatisfação
e ambivalência da mãe frente a sua capacidade de provisão.
A compreensão deste funcionamento afetivo pode favorecer a orientação
das mães, na medida em que a abordagem terapêutica da asma,
em geral, as envolve em rotinas diárias de cuidados especiais.
top
SOUZA, Marilza T.S. (1998) - "Script" de Vida: Histórias
Entrelaçadas [Life Script: Interwoven Stories]. Dissertação
de Mestrado. Campinas (SP), Faculdade de Ciências Médicas
da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). 2 v., 392 pp.
Orientadora: Profª. Dra. Maria Adélia Jorge Mac Fadden.
RESUMO
Este
trabalho propôs-se a estudar a construção do "script"
de vida num enfoque trigeracional, com base nos pressupostos teóricos
da análise transacional e em alguns aspectos da teoria sistêmica.
Considerando-se que o "script" é um plano estabelecido
pela criança sob influências parentais e que determina
o curso de vida da mesma, pretendeu-se analisar: a) como as influências
familiares são transmitidas e percebidas; b) como o estilo de
vida adotado relaciona-se com influências precoces; c) qual o
papel do "script" no relacionamento conjugal.
Foi utilizado o método de estudo de casos, abrangendo uma amostra
de três grupos familiares, compostos por três gerações.
Foi realizada uma entrevista semi-estruturada e a aplicação
do Procedimento de Desenhos de Família com Estória (DF-E).
A análise dos resultados revelou que: a) as influências
familiares são transmitidas e percebidas numa interação
entre avós, pais e filhos, através de expectativas, modelos
e atribuições, dotados de aspectos comuns e específicos
para cada indivíduo; b) o estilo de vida adotado relaciona-se
com influências precoces, na medida em que é utilizado
para atender expectativas familiares, suprir necessidades individuais
não atendidas, reparar falhas da família de origem e manter
padrões de interação considerados positivos; c)
os "scripts" individuais atuam de forma complementar nos relacionamentos
conjugais.
Os resultados mostram a eficiência do DF-E na apreensão
da percepção do conceito de família por três
gerações e das relações que estas estabelecem
entre si. Para essas gerações, detectou-se a transmissão
de mitos, expectativas, conflitos e a influência desses aspectos
na construção dos "scripts" individuais. Este
trabalho apresenta contribuições para a ampliação
do processo diagnóstico e propõe intervenções
preventivas no âmbito familiar.
top
TARDIVO, Leila S.C. (1985) - Normas para avaliação
do Procedimento de Desenhos-Estórias numa amostra de crianças
paulistanas de 5 a 8 anos de idade [Standards for the Assessment of
the Drawing-and-Story Procedure in a Sample of 5 to 8 Year-Old Children
from the City of São Paulo]. Dissertação de
Mestrado. São Paulo (SP), Instituto de Psicologia da USP, 208
pp.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
Este trabalho teve por propósito o estabelecimento de normas
para a avaliação do Procedimento de Desenhos-Estórias
(D-E), proposto por Trinca (1972). A amostra foi composta por 80 crianças
de cinco a oito anos de idade, de ambos os sexos e nível sócio-econômico
médio. Foram submetidas a aplicações individuais
do (D-E) e do Teste das Matizes Progressivas de Raven.
Os resultados permitiram compor um Referencial de Análise do
D-E, a partir do Referencial original, apresentado por Trinca em 1972.
O novo referencial é composto por oito grupos:
GRUPO
I - ATITUDE BÁSICA (traços de 1 a 5):
1.
Aceitação - estão incluídas nesse traço
as necessidades e preocupações com aceitação,
êxito, crescimento e as atitudes de segurança; 2. Oposição
- atitudes de oposição, desprezo, hostilidade, competição,
negativismo etc; 3. Insegurança - inclui as necessidades de proteção,
abrigo e ajuda; as atitudes de submissão, inibição,
isolamento, bloqueio, e as atitudes de insegurança; 4. Identificação
Positiva - sentimentos de autovalorização, auto-imagem
e autoconceito reais e positivos; busca de identidade e identificação
com o próprio sexo; 5. Identificação Negativa -
este traço se opõe ao traço 4, e refere-se aos
sentimentos de menor valia, menor capacidade, menor importância
e identificação com o outro sexo.
GRUPO
II - FIGURAS SIGNIFICATIVAS (traços de 6 a 11):
6.
Figura Materna Positiva - mãe sentida como presente, gratificante,
boa, afetiva, protetora, facilitadora (objeto bom); 7. Figura Materna
Negativa - mãe vivida como ausente, omissa, rejeitadora, ameaçadora,
controladora, exploradora (objeto mau); 8. Figura Paterna Positiva -
sentida como próxima, presente, gratificante, afetiva e protetora;
9. Figura Paterna Negativa - semelhante ao traço 7, aqui em relação
ao pai; 10. Figura Fraterna Positiva e/ou Outras figuras - aspectos
de relacionamento com irmãos e/ou com outros iguais (companheiros,
amigos etc.); ou seja, cooperação, colaboração
etc.; 11. Figura Fraterna Negativa e/ou Outras Figuras - aspectos negativos
do relacionamento: competição, rivalidade, conflito, inveja.
GRUPO
III - SENTIMENTOS EXPRESSOS (traços 12 a 14):
12.
Sentimentos Derivados do Instinto de Vida - são aqueles de tipo
construtivo: alegria, amor, energia instintiva e sexual; 13. Sentimentos
Derivados do Instinto de Morte - são aqueles de tipo destrutivo:
ódio, raiva, inveja, ciúme persecutório; 14. Sentimentos
Derivados do Conflito - são sentimentos ambivalentes, que surgem
da luta entre os Instintos de Vida e de Morte; ou seja, sentimentos
de culpa, medos de perda, de abandono, sentimentos de solidão,
de tristeza, de desproteção, ciúme depressivo e
outros.
GRUPO
IV - TENDÊNCIAS E DESEJOS (traços 15 a 17):
15.
Necessidades de Suprir Faltas Básicas - estão incluídas
as mais primárias, como desejo de proteção e abrigo;
necessidades de compreensão, de ser contido, de ser cuidado com
afeto; necessidades orais etc.; 16. Tendências Destrutivas - inserem-se
aqui as mais hostis, como desejo de vingança, de atacar, de destruir,
de separar os pais; 17. Tendências Construtivas - são as
mais evoluídas, como necessidades de cura, de aquisição,
de realização e autonomia, de liberdade e crescimento.
GRUPO
V - IMPULSOS (traços 18 e 19):
18.
Amorosos; 19. Destrutivos.
GRUPO
VI - ANSIEDADES (traços 20 e 21):
20.
Paranóides; 21. Depressivas.
GRUPO
VII - MECANISMOS DE DEFESA (traços 22 a 33):
22.
Cisão; 23. Projeção; 24. Repressão; 25.
Negação/Anulação; 26. Repressão ou
Fixação a Estágios Primitivos; 27. Racionalização;
28. Isolamento; 29. Deslocamento; 30. Idealização; 31.
Sublimação; 32. Formação Reativa; 33. Negação
Maníaca ou Onipotente.
top
TARDIVO, Leila S.C. (1992) - Teste de Apercepção Infantil
com Figuras de Animais (CAT-A) e Teste das Fábulas de Düss:
estudos normativos e aplicações no contexto das técnicas
projetivas. [Children Apperception Test with Animal Figures (CAT-A)
and Düss Fables Test: Normative Studies and Applications in the
Context of Projetive Techniques]. Tese de Doutorado. 2 vols. São
Paulo (SP), Instituto de Psicologia da USP pp. 423-460.
Orientador: Prof. Dr. Walter Trinca.
RESUMO
Este trabalho teve como objetivo principal o estabelecimento de normas
de avaliação das Técnicas Projetivas: Teste de
Apercepção Infantil com Figuras de Animais (CAT-A) e Teste
das Fábulas de Düss, para a população da cidade
de São Paulo. A amostra foi composta por 128 sujeitos de 5 a
8 anos de idade, de ambos os sexos, com nível sócio-econômico
médio e inteligência normal, que foram submetidos a aplicações
individuais das referidas técnicas.
Para ambas as técnicas propôs-se a avaliação
dos aspectos de conteúdo. Para tanto, criaram-se referenciais
de análise, compostos por traços ou categorias específicos
para cada uma das dez pranchas, no caso do CAT-A, e das dez fábulas,
no teste de Düss. Analisou-se o desempenho da amostra por idade
e sexo em cada uma dessas categorias, verificando-se as respostas típicas
de nossa população para esses testes.
No CAT-A, as respostas mais típicas foram, por prancha: 1 - referências
à relação com a figura materna; 2, 5 e 6 - percepção
da situação triangular edípica (sendo lúdica
na 2 e de desamparo nas 5 e 6); 3 - vínculo de hostilidade com
a figura paterna; 4 - lazer e boa relação com a figura
materna; 7 - figura que ataca como masculina e persecutória;
8 - relação de aceitação com a figura parental
(materna ou paterna); 9 - reação de independência
e crescimento e na 10 - respostas variadas. Realizou-se, também,
um estudo de aspectos formais dos relatos. No teste de Düss, encontraram-se
respostas mais freqüentes, por fábula: 1 - reações
de independência e autonomia; 2 - aceitação da relação
dos pais; 3 - aceitação da figura fraterna e vivência
depressiva do desmame; 4 - figura paterna; 5 - medo de objetos externos
e reais; 6 - presença de angústia ligada ao complexo de
castração ou a superação do mesmo; 7 - ausência
do caráter possessivo; 8 - vivência angustiante do complexo
edípico; 9 - notícias agradáveis; e 10 - respostas
variadas.
Na comparação dos resultados normativos entre o CAT-A,
as Fábulas de Düss e o Procedimento de Desenhos-Estórias
(D-E), encontrou-se coerência entre as três técnicas.
Ressalva-se, porém, que nas Fábulas os aspectos conscientes
estão mais presentes do que nas outras duas. O D-E mostrou ser
um instrumento sintético, que privilegia a observação
do conjunto das unidades, e não de cada uma em separado, como
o fazem o CAT-A e o teste de Düss.
top
TRINCA, Ana Maria T. (1987) - A apreensão de conteúdos
emocionais de crianças em situação pré-cirúrgica
[Apprehension of Emotional Contents of Children in a Pre-Surgical Situation].
Dissertação de Mestrado. São Paulo (SP), Instituto
de Psicologia da USP, 305 pp.
Orientador: Prof. Dr. Ryad Simon.
RESUMO
O
presente estudo teve por finalidade examinar os principais conteúdos
emocionais manifestados por crianças que se encontraram em situação
pré-cirúrgica. Partiu-se do pressuposto de que a criança
(desde o momento em que é informada da cirurgia) passa a desenvolver
fantasias, angústias e mecanismos defensivos, próprios
de sua personalidade e da situação cirúrgica.
Para se estudar a emergência emocional na situação
pré-cirúrgica, realizou-se uma pesquisa de campo em hospitais
infantis da cidade de São Paulo (SP). A amostra consistiu de
15 crianças de ambos os sexos, de 7 a 11 anos de idade, que aguardavam
cirurgia eletiva de médio porte. Utilizou-se o Procedimento de
Desenhos-Estórias como instrumento facilitador da apreensão
de conteúdos emocionais dessas crianças. Também,
foram realizadas entrevistas semi-dirigidas com as respectivas mães.
A análise do material, através de uma abordagem psicanalítica,
indicou que a cirurgia geralmente reativa regressivamente fantasias,
angústias e defesas básicas da personalidade, evoca angústias
primitivas, intensifica mecanismos defensivos primários, atua
como punição, mobiliza forças de vida na personalidade
e é sentida como uma possibilidade de reparação.
Detectou-se nas crianças necessidades de ajuda psicoterapêutica
no difícil momento pré-cirúrgico. Foi sugerida,
assim, a criação de serviços de psicologia junto
aos centros cirúrgicos dos hospitais, com objetivos de efetivar
ajuda às crianças, orientar e aliviar as angústias
dos pais.
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TRINCA, Walter e LIMA, Celia M.B.(1989) - O Procedimento de Desenhos-Estórias:
características e fundamentação [The Drawing-and-Story
Procedure: Characteristics and Fundamentals]. São Caetano do
Sul (SP), Revista Brasileira de Pesquisa em Psicologia, 1 (3):
78-84.
RESUMO
O desenho livre, associado a estórias contadas por crianças,
adolescentes e adultos, em que ele figura como estímulo para
essas estórias, constitui instrumento com características
próprias para obtenção de informações
relevantes sobre a personalidade. Trata-se de um novo instrumento auxiliar
na investigação dinâmica da personalidade, destinado
a fornecer elementos clínicos e não-clínicos, tendo
por característica não ser um teste psicológico
mas, precisamente, colocar-se como uma técnica de investigação.
É um procedimento intermediário entre as entrevistas não-estruturadas
e as técnicas projetivas gráficas e temáticas.
Denomina-se Procedimento de Desenhos-Estórias (D-E). Requer que
o examinando realize uma série de cinco desenhos livres (cromáticos
e acromáticos), cada qual sendo estímulo para que conte
uma estória associada livremente logo após a realização
de cada desenho. Tendo concluído cada desenho-estória,
o examinando segue fornecendo esclarecimentos (fase de "inquérito")
e o título da estória. Os desenhos livres tornam-se, assim,
estímulos de apercepção temática.
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TRINCA, Walter (1972) - O desenho livre como estímulo de apercepção
temática [Free Drawing as a Thematic Apperception Stimulus].
Tese de Doutorado. São Paulo (SP), Instituto de Psicologia da
USP, 180 pp.
Orientadora: Profª. Dra. Odette Lourenção van Kolck.
RESUMO
Formulamos a hipótese de que o desenho livre, associado a estórias
contadas por crianças e adolescentes em que ele figura como estímulo
para essas estórias, constitui instrumento com características
próprias para obtenção de informações
sobre a personalidade em aspectos que não são facilmente
detectáveis pela entrevista psicológica direta. Apresentamos
um novo instrumento, auxiliar na investigação dinâmica
da personalidade de crianças e adolescentes (idades de 5 a 15
anos), destinado a fornecer elementos clínicos adicionais, tendo
como característica própria não ser um teste psicológico
mas, precisamente, colocar-se dentro da metodologia do estudo psicológico
como um procedimento intermediário entre as entrevistas não
estruturadas e as técnicas projetivas gráficas e temáticas.
Denomina-se Procedimento de Desenhos-Estórias (D-E) e requer
que o examinando realize uma série de cinco desenhos livres (cromáticos
ou acromáticos), cada qual sendo estímulo para que conte
uma estória associada livremente logo após a realização
de cada desenho. Tendo concluído cada desenho-estória,
o examinando segue fornecendo esclarecimentos tos (fase de "inquérito")
e o título da estória. Os desenhos livres tornam-se, assim,
estímulos de apercepção temática. A caracterização
do processo como intermediário foi deduzida da necessidade de
o psicólogo clínico adaptar-se a formas peculiares da
comunicação de crianças e adolescentes.
O Procedimento de Desenhos-Estórias encontra sua fundamentação
nas seguintes suposições básicas: 1) O sujeito
pode revelar seus conflitos, disposições etc. ao estruturar
uma situação não definida previamente; 2) Quando
o indivíduo é posto em condições de associar
livremente, essas associações tendem a se dirigir a setores
em que o indivíduo é emocionalmente mais sensível;
3) Quanto menor for a direção e a estruturação
dada ao estímulo, maior será a probabilidade do aparecimento
de material significativo na resposta; 4) No contato inicial o cliente
pode comunicar os principais conflitos que o levaram ao consultório;
5) Na clínica psicológica adolescentes e crianças
têm preferência por comunicação gráfica
e fantasias aperceptivas do que por comunicação verbal
direta; e 6) A seqüência, em repetição, nas
provas gráficas ou verbais, pode acrescentar um fator de ativação
da expressão de dinamismos psicológicos.
Com
o propósito de estudar parcialmente a hipótese levantada,
planejamos uma pesquisa destinada a comparar o D-E com técnicas
conhecidas de apercepção temática. Essa pesquisa
foi uma tentativa preliminar de validação concomitante,
como parte de objetivos mais amplos. Investigamos, assim, se o D-E se
constitui em instrumento capaz de obter informações sobre
dinamismos da personalidade desajustada. Foi comparado com o TAT, com
o CAT-A e com a reunião destes últimos. Colheu-se uma
amostra de 53 sujeitos oriundos de clínicas psicológicas
em que esses sujeitos se submeteram a estudo psicológico. O tratamento
estatístico do material envolveu duas analises em separado, a
primeira pelo uso do Coeficiente de Correlação de Kendall
e a segunda pelo Teste Binomial. As conclusões, no conjunto,
revelaram correlações e concordâncias estatisticamente
significantes entre o Procedimento de Desenhos-Estórias e os
testes que lhe serviram de critério de confirmação.
Essas primeiras conclusões encorajaram-nos a prosseguir nas investigações,
pelo que sugerimos novas pesquisas, apesar das dificuldades de validação
de um instrumento do gênero. Foram apresentados, também,
um primeiro referencial de análise e interpretação,
além de 11 casos ilustrativos do emprego do novo Procedimento
no estudo psicológico.
Nossos
esforços justificam-se pela introdução de um método
rápido, fácil e econômico. Pode servir nas triagens
de grandes populações, onde os recursos são escassos
e o especialista não dispõe de tempo nem de condições
econômicas para trabalhar com os métodos tradicionais.
Visa, assim, atender aos aspectos comunitários e preventivos.
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TRINCA, W. (1989) - O Procedimento de Desenhos de Família com
Estórias (DF-E) na investigação da personalidade
de crianças e adolescentes [The Drawing-of-Family-with-Story
Procedure (DF-E): an Auxiliary Tool for Clinical Investigation of the
Personality of Children and Adolescents. São Paulo (SP), Boletim
de Psicologia, 39, (90/91): 45-54.
RESUMO
O
autor introduziu na década de 1970 o Procedimento de Desenhos
de Família com Estórias (DF-E) como instrumento auxiliar
na investigação clínica da personalidade de crianças
e adolescentes, a ser usado no contexto do diagnóstico psicológico.
Consiste na aplicação e avaliação de quatro
desenhos de família (uma família qualquer, uma família
ideal, uma família onde alguém não está
bem e a própria família), em que cada desenho serve de
estímulo de apercepção temática. O uso clínico
mostra evidências de tratar-se de uma técnica eficaz para
a apreensão de conflitos nodais presentes, em determinado momento,
na personalidade. O instrumento tem sua origem em técnicas gráficas
e temáticas, sendo desenvolvido segundo padrões semelhantes
ao Procedimento de Desenhos-Estórias, apresentado pelo mesmo
autor.
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TRINCA, W. et alii. (1991) - Estudo histórico sobre desenhos
de família [A Historical Study on Family Drawings]. São
Caetano do Sul (SP), Revista Brasileira de Pesquisa em Psicologia,
3 (3): 30-38.
RESUMO
Os
autores realizaram um levantamento das principais publicações
sobre a técnica projetiva de desenhos de família com o
propósito de determinar sua origem, seu processo de desenvolvimento,
suas múltiplas formas e variantes, seus principais sistematizadores
e divulgadores. Ofereceram um quadro geral da evolução
da pesquisa e do uso clínico dessa prova ao longo de quase 60
anos de sua existência. Ressaltaram, particularmente, o Procedimento
de Desenhos de Família com Estórias (DF-E), introduzido
por Trinca.
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VILLELA, Elisa M. B. (1999) - As repercussões emocionais em
irmãos de deficientes visuais [Emotional Repercussions on Siblings
of Visually Impaired People]. Dissertação de Mestrado.
São Paulo (SP), Instituto de Psicologia da USP, 191 pp.
Orientadora: Profª. Dra. Maria Lúcia T.M. Amiralian.
RESUMO
O objetivo deste trabalho foi investigar o registro emocional dos irmãos,
como integrantes de uma família em que há uma criança
deficiente visual. Sabe-se que a família nuclear atual detém
o monopólio da afetividade e da preparação dos
indivíduos para a vida. Como um subsistema da instituição
familiar, as relações fraternas ocupam um importante lugar
na formação da personalidade. Apesar disso, pouco se tem
dedicado ao estudo e ao reconhecimento dessas relações.
Somente a partir dos anos 80, encontram-se estudos sistemáticos
sobre o tema. Na psicanálise, alguns autores tem se dedicado
a estudar e a compreender a relação fraterna, não
somente como extensão ou substituição da relação
com o objeto primário, mas como um fenômeno com especificidade
própria.
Famílias com um membro deficiente desenvolvem uma dinâmica
própria e as relações fraternas sofrem as influências
dessa dinâmica. Este trabalho se propôs a examinar as fantasias
e conflitos nodais relativos à relação entre os
irmãos, a partir de seus próprios relatos. Foram investigadas
10 crianças em idades compreendidas entre 6 a 11 anos, irmãs
de deficientes visuais. Utilizou-se de entrevistas e do Procedimento
de Desenhos de Família com Estórias (DF-E), de Walter
Trinca.
Os dados obtidos revelam um sistema básico de funcionamento mental
centralizado na repressão da hostilidade. A rivalidade fraterna
é uma experiência determinante no desenvolvimento das funções
do ego. Ela também se revela na configuração de
uma estrutura defensiva, que a criança edifica contra a hostilidade
dirigida ao irmão. Se a hostilidade não pode ser vivida,
permanece retida no plano inconsciente. Neste caso, poucas são
as chances de se transformar em ação positiva para o autodesenvolvimento
e para o autoconhecimento. O custo emocional observado nas crianças
deste estudo foi que, em prol da preservação da relação
fraterna, há um afastamento frente a seus verdadeiros desejos
e necessidades. Acabam por se afastar de si próprias.
O reconhecimento e a aceitação dos sentimentos negativos
da criança não-deficiente por parte da família,
especialmente por parte da mãe, possibilita que ela vivencie
tais sentimentos e os elabore. Essa elaboração permite
um crescimento pessoal verdadeiro. Justifica-se, então, o desenvolvimento
de trabalhos profiláticos em relação às
famílias com um membro deficiente.
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VITALI, Lígia M. (2000) - Investigando a representação
social da obesidade através do método da psicanálise
[Investigating the Social Representation of Obesity through Psychoanalysis
Method]. Curso de Especialização em Psicologia Hospitalar
[Course of Specialization in Hospital Psychology]. São Paulo
(SP). Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Monograph).
Orientadora: Profª Ana Clara Duarte Gavião
RESUMO
Este trabalho propõe-se a pesquisar, dentro de paradigmas clínicos
psicanalíticos (expressão subjetiva, interpretação
e transformação) a Representação Social
da obesidade, usando para isso dois procedimentos que estão submetidos
ao método da Psicanálise: a sessão psicanalítica
e o Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema.
Os resultados obtidos mostram a eficácia do uso do Procedimento
de Desenhos-Estórias com Tema para instrumentalizar os psicólogos
no sentido de intervir e propiciar mudanças psíquicas.
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ZAHER, Vera Lúcia (1999) - Da vocação médica
ao exercício profissional: quando os médicos revelam o
seu talento [From vocation to professional work: when physicians unmask
their talent]. Tese de Doutorado. São Paulo (SP), Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo, 272 pp.
Orientador: Prof. Dr. Marco Segre.
RESUMO
A busca de uma profissão está vinculada a uma variedade
de fatores individuais (conscientes e inconscientes), além dos
culturais, sociais, políticos e econômicos. Uma escolha
profissional inadequada, no caso do médico, pode trazer para
o profissional dificuldades de lidar com o sofrimento humano e com a
complexidade da relação vida-morte. Desde eras remotas,
o ofício da medicina esteve ligado ao sacerdócio e à
idéia de vocação. O presente estudo traça
um panorama das motivações que levaram um grupo de médicos
a escolher essa profissão e de algumas mudanças que fariam
em suas vidas, visando conhecer algumas de suas características
pessoais para contribuir com os instrumentos legais que regem o relacionamento
entre o profissional da saúde e seu paciente. A pesquisa foi
dividida em duas partes: na primeira, realizada por meio de um questionário,
buscou-se avaliar o discurso escrito de um grupo de 293 médicos
de todo o Brasil; na segunda, através de uma entrevista e um
instrumento projetivo - o Procedimento de Desenhos-Estórias (D-E)
- foram avaliados cinco médicos da cidade de São Paulo.
Na primeira parte, dos 293 questionários recebidos, 276 continham
respostas para a questão "quais motivações
que levaram os médicos a escolher esta profissão?",
tendo sido citados diversos fatores, como a influência familiar
e de pessoas ligadas à medicina, lembranças de infância,
motivações pessoais (como por exemplo a vocação),
o vínculo com o outro (desejo de curar, ajudar, minimizar o sofrimento),
questões sociais e melhoria da qualidade de vida, posição
social, valorização, segurança econômica
e mercado de trabalho, entre outros. Quanto à questão
"que mudanças os médicos fariam em suas vidas?",
figuraram respostas do âmbito dos cuidados pessoais (maior tempo
para lazer, viagens, cuidados físicos como alimentação,
abandono de cigarro, realizar mais esportes, ter cuidados afetivos consigo
próprio, realizar mais atividades prazerosas, melhorar como seres
humanos etc.), maior dedicação às questões
afetivas e à família, diminuição de carga
horária, aumento dos rendimentos e mudanças de cidade,
país, de especialidade e de profissão. Na segunda parte
desta pesquisa, cuja prioridade era o aprofundamento em questões
da dimensão psíquica, pela entrevista e pelo D-E, percebeu-se
que os médicos, apesar de disponíveis ao encontro com
a entrevistadora, apresentaram dificuldades de se expor, com parca simbolização,
trazendo conteúdos internos atrelados às questões
do cotidiano. O estudo oferece a oportunidade de uma reflexão
sobre os mecanismos psíquicos dos médicos e o quanto esses
mecanismos interagem com seus pacientes. Os questionamentos que os médicos
fazem sobre suas vidas devem ser utilizados para seu melhor desempenho
profissional. Os médicos não devem ser somente dependentes
de si mesmos, da tecnologia do trabalho médico, no saber e no
poder sobre o outro e, ao mesmo tempo, ser prisioneiros do imaginário
social. Devem tentar transitar entre os diversos conflitos do cotidiano.
As entidades representativas devem recomendar maior autoconhecimento
dos médicos para que, ao cuidarem de si mesmos, possam melhor
assistir a seu paciente.
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